segunda-feira, 9 de outubro de 2023

After Earth (10-06-2013 16:00 segunda-feira)

 

After Earth


(G1) O ator mirim Jaden Smith, filho de Will Smith, gravou um vídeo institucional da agência espacial americana (Nasa) em que destaca os esforços do órgão para ajudar a "salvar" o planeta de uma eventual destruição. O adolescente de 14 anos estrelou na sexta-feira (7), ao lado do pai, o filme de ficção científica "Depois da Terra", do diretor M. Night Shyamalan.

Nessa história apocalíptica, a Terra se tornou inabitável após uma série de desastres, e a população precisou se mudar para naves espaciais. Mil anos depois, o general Cypher Raige (Will Smith) e o garoto Kitai (Jaden) pousam, sem querer, de volta no planeta, habitado por predadores como aranhas, cobras, sanguessugas tóxicas, aves de rapina e babuínos enlouquecidos.

No vídeo da Nasa, Jaden descreve as contribuições do programa de Ciências da Terra coordenado pela agência para promover a consciência ambiental e a exploração adequada do nosso planeta. Além de cenas do filme, o material contém animações com dados de 17 satélites da Nasa em órbita atualmente.

Esses equipamentos fazem observações da atmosfera terrestre, da superfície e do gelo, entre outras características, e servem de base para cientistas poderem compreender melhor a Terra, prever nosso futuro climático e aumentar a qualidade da vida no planeta.

"A Nasa tem uma frota de satélites ao redor do planeta que mantém o controle das mudanças climáticas e estuda como os seres humanos estão afetando a Terra. Agora, na Nasa, cientistas e engenheiros estão trabalhando diariamente para ajudar os humanos a aprender a cuidar melhor de sua casa, para que nunca tenhamos que sair daqui", diz Jaden no vídeo.



Onde você estiver...te amo! (10-06-2013 13:31 segunda-feira)

Onde você estiver...te amo!


Isso foi em 2010.
Me sentei com meu pai, na rampa de acesso do pequeno barco, que espera turistas para um passeio pelo rio, em Ibiúna, São Paulo.

Paz.
Homem manso.
Onde você estiver, Pai.
Te amo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jeca Tatú moderno e a Ankilostomina Fontoura (27/05/2013 10:06 segunda-feira)

Jeca Tatú moderno e a Ankilostomina Fontoura

A primeira coisa que eu faço quando eu levanto da cama (depois do xixi urgente antes que pingue na calcinha) é olhar pelas janelas, vidros ou portas que me mostrem o exterior. Principalmente agora no inverno, quando a neblina deixa tudo branco, sem visão do em torno. Lindo ver toda a paisagem transformada por algo que não se toca, tão etéreo e improvável como uma nuvem ao alcance das mãos e meu bafo quente deixa riscos de água condensada na janela fria.

Diferentemente das noites, quando não se vê nada, o não ver nada da neblina vem carregado de quase ver, de "achos" que está lá, sabe??

Hoje, na bruma "avalônica", achei que vi um casal de tucanos. Os bicos, mexendo ora para um lado, ora para outro, lembravam braços em blusa amarela, gesticulando no meio da árvore.

E lá está "Seu" Pedro, desde cedinho (chegou com sua motinho, sem atrapalhar... estaciona, tira da malinha a garrafinha de café, seus óculos e materiais de proteção, prepara a máquina de roçar e desaparece) ou o que se ouve do "Seu" Pedro, sumido que está entre a névoa branca e as árvores. Ele é da roça antiga, dos homens de antigamente, que acordam as 4,30 da manhã, passa o café e vai tirar leite das vacas, depois dar milho ás galinhas, que pega na enxada, na roça, no pasto, onde for pra ele ir ele vai. Os moço da roça só querem saber de crack, é o que dizem as más línguas por aí. Verdade! Não digo todos, porque generalizar é coisa de gado. Mas é o mal do século. Muito ruim a situação por aqui.
É verdade também que tem moço da roça que não quer crack, mas também não acorda cedo, não rala com enxada, quer tablet e sorvete Kibon (já foi o tempo do sorvete de massa na banquinha da Rose, sabe?).

Tudo bem querer, né? Eu sei. Só que quer daquele jeito, encostado no pai, que ainda trabalha na enxada, porque não quer trabalhar firme. Quer celular, que não sabe pagar.

Sabe como eu vejo? Jeca Tatu tecnológico, moderno, cheio de botões e barulhos futuristas, mas ainda do mesmo jeito dantes.
Sacou?


Não há mais Ankilostomina Fontoura (que coisa será essa??) que dê jeito.

Mas acho que está tudo dentro dos conformes. Quem quiser voltar para a terra vai ter que aprender (re aprender) a lidar com ela. Faz parte do resgate!

Vem pra roça!!!
Mas na boa!!

Quem tem medo de aranha? (25-05-2013 14:45 Sábado)

Seu eu tivesse medo de aranhas, não daria para morar na roça.... todos os tipos, de todos os tamanhos, de várias cores, formatos... umas ágeis, outras lentas, umas finas e esbeltas, outras gordinhas e menos ágeis..umas fazem teia, outras se escondem no chão...

Confesso... eu n]ao gosto nada de encontrar com uma delas. 

Pavor de aranhas e cobras? Método pode ajudar "medrosos" a ...

No blog original tinha um vídeo de aranhas lá do sítio... perdeu-se








Deixa pra amanhã (21-05-2013 21:05 terça-feira)

 

Deixa pra amanhã

Aqui na roça vou fazendo tudo o que tem na prateleira. Deixo acabar muitos itens na cozinha para descer a montanha e viajar até a cidade, 11 quilômetros daqui.
A cidade é pequena.
Cresce devagar, quase parando.
Todo  mundo correndo pra fazer dinheiro. Nem todo mundo.
O Fred trabalha em tudo o que aparecer: faz roçada, com máquina própria. Toca viola com voz de coral, de noite. E faz shows em São José dos Campos, no violão ou viola.
Paulinho desce e sobe a rua principal, vendendo imóveis, bicos em reformas. Já deu tudo em vida para os filhos. Não tem mais nada em seu nome. Quer paz no coração.


E meu carro, que andava sujo demais, até para meus padrões de limpeza automotivos, precisava de banho. Lembramos que na cidade tem um lava-rápido de roça, uma porteira aberta, um quintal grande com mangueira e aspirador de pó. O desenho mal traçado no muro da casa dizia os preços. Dois meninos lavavam dois carros. Um cada um.
Era hora do almoço.
Não havia mais carros.
A cidade às moscas.
Quando perguntado sobre lavar o carro, o rapaz simplesmente disse pra deixar para amanhã.

É isso.
Maior calma na roça.
A porteira com um carro aguado mal desenhado se fecha.
Não abriria mais hoje.

Lembrei da cara de bunda....
Depois pensei "que se dane..o cara é assim..não quer trabalhar feito louco e ganhar grana. O dinheiro do dia já foi feito."
Deixa pra amanhã.

Keng Lyen e seus peixes que nadam em resina (06/05/2013 09:18 segunda-feira)

....e por falar em ilusão, que tal um peixe azul nadando solitário num prato fundo???
Keng Lye - Singapore Contemporary Fine Artist - Painters - Artistaday.com

Ou uma tartaruguinha verde no fundo de uma tigela???

Hyperrealistic Animals Created by Painting on Layers of Resin


Ou uma lula largada num prato fundo, olhando para nós como a se perguntar "O que vai acontecer comigo agora???"


lindos, né???
Pintados na resina, os animais em 3D vão saindo dos pratos...
Coisa linda...digita KENG LYE no Google e dá uma olhada nas imagens...


Hyperrealistic Resin Art by Keng Lye - IGNANT

assim também o artista japonês Riusuke Fukahori!!
 
resina, sabe??
Não sabe???
Vai olhar!!!

Suzana, de Hynek Martinec (06-05-2013 08:56 segunda-feira)

Hynek Martinec - Wikipedia 

 

Suzana, de Hynek Martinec

Lindo retrato de Suzana..incrível viver nesta era de arte digital, onde imagens da imaginação se confundem em realidade com as do mundo físico.

Não que haja competição natural entre as formas...o que compete são nossos olhos, que ora olham para uma imagem irreal e outra hora olham para o real e não acreditam no que vêem. Não há distinção, não há como saber se aqueles seres são tirados da vida real, ou se apareceram na tela da vida escondida na cabeça de cada um.

Hynek Martinec, além de ótimo desenhista, artista de primeira mão, ainda é poeta das palavras pintadas, quando diz que pintar Suzana foi dividir com as pessoas a intimidade da convivência com outra pessoa, expressa pelos detalhes da casa, na intimidade de um casal refletida nos óculos postos no rosto desgrenhado da Suzana.

Isso não é foto... é pintura acrílica, acredita???


Dá até raiva de ver, ou melhor, de não ver a diferença entre pintura e foto!!
Demais mesmo.
Vale a pena dar uma viajada no site deste cara...maravilhoso!!
Mas quer saber o que eu acho??
Parabéns, Suzana...mulher porreta tá aí.
Sortuda.
:D

Cara de bunda na roça (05-05-2013 18:07 domingo)

 Cara de bunda na roça

Aqui na roça tem um i-pod meio velho, já batido pelos longos períodos de viagens, de festas, de bodes!! Tá lá com quase 5.000 músicas, alguns filmes, computadores, tem uma tv grande, grudada (precariamente, na minha opinião) na parede de tijolo à vista, tem internet e roteador, tem aquecedor e smartphone.. :D

Tem músicas em todos os aparelhos, tem rádios e telas mil. Mas fica tudo desligado, sabe?? Pra que, me fala?? Pra que ouvir sons altos, gente falando, falando, falando, falando, falando mal, falando de buraco, de morte, de assalto, falando de inflação e desemprego... Falando, falando!!

E tem música de igreja, tem música regional, e tem sertaneja e universitários, e tem rock diversos tipos, e tem românticos diversos tipos. Tem tecno, tem valsa e clássicos, tem de tudo um pouco desse mundo infito dos sons, das notas, das cores sonoras...

Mas aqui, eu deixo tudo desligado.
Deixo tudo quietinho no seu lugar, dando preferência para os grilos, as cigarras quando é época delas, os sapos de noite, as corujas, as aves de rapina, os cães, os macacos lá longe, o rio briguento lá embaixo!

Tenho esta qualidade de vida que me permiti ouvir os sons da natureza, de onde eu estiver.

E você quer saber o que me deixa com cara de bunda??? FUNK

Eu não ligo música que é para não atrapalhar... aí passa um imbecil, de carro ou celular, com "aquilo" tocando firme e alto no rádio. Que pena.

Os insetos param, os animais fogem, e a vida não continua, ela estanca, chocada com a violência, com a falta de qualidade.
Que droga!!
Que lixo!!
Que M.

Dia do Planeta Terra II (24-04-2013 14:37 quarta-feira )

 

Dia do Planeta Terra II

22 de abril - Dia da Terra - Brasil Escola

Depois que meu lado Eco Ativista meia boca declarou sua opinião sobre a humanidade, deixando bem claro  o que acha dela, eu venho aqui apresentar um outro lado meu, mais otimista em relação a humanidade, um lado mais espiritualizado, que acredita que aos poucos, em passos bem lentos, a humanidade caminha.
Caminha para a Luz, para a Consciência, para a Paz. 

E aí, enquanto a Luz tá longe, não custa iluminar o chão com ideias criativas para ajudar a não destruir mais do que já está.

Enquanto a Consciência tá longe, vamos conversar sobre alternativas produtivas, auto suficiência em áreas pouco desenvolvidas, como energia alternativa, por exemplo.

Enquanto a Paz está longe, vamos agir com mais amor, mais paciência, para compensar o desequilíbrio da balança.

Ele levou 3 anos para fotografar a Via Láctea e o resultado ...
maravilhosa imagem da Via Láctea, registrada pelo fotógrafo peruano, que levou 3 anos para nos presentear com esta bela fotografia, feita no maior deserto de sal do mundo – Salar de Uyuni

Um homem leva três anos para conseguir uma imagem, algo fugaz quanto um segundo, pelo prazer da captura eternizada deste mesmo momento de Luz, Paz e Amor diluídos no prazer da foto.
Nosso Planeta é lindo, lindo, lindo, lindo!!
Cheio de prazer.
Cheio de vida.

Somos abençoados.

TODO DIA É DIA DO PLANETA TERRA!

Dia da Terra (22-04-2013 18:26 segunda-feira)

Saber que hoje o dia é de comemorar o Dia do Planeta não me faz sentir nada de festivo dentro do peito.
Duvido que a consciência do verdadeiro estado do planeta em nossas mãos traga algum tipo de estado comemorativo no ser.
É a mesma coisa de qualquer dia de comemoração: quem quer saber da real situação indígena em nosso país?? Em nosso planeta?? Quem comemora o Dia do Índio?? Que índio sente a dignidade forte na alma dolorida de abandono e fome de justiça??

O que os animais diriam no dia do Planeta??

O ser humano é um vírus, um monstro deformado pela ignorância, pela crueldade, pela falta de amor e empatia. Talvez Melkor tenha habitado em nós desde a grande sinfonia, e talvez sua força esteja para todo o sempre destinado a corromper a forma divina. Seja pela inveja, pelo ciúme, seja lá qual for o motivo para destruir algo tão grandioso como Ëa. 


O que as plantas diriam no dia do Planeta??

Destruímos tudo.
Construímos nossas vidas em cima dos materiais retirados sem dó deste planeta lindo.
Não somos capazes de criar uma única forma sequer de vida.
Atacamos, prendemos, torturamos e condenamos animais de toda espécie, desde muito tempo atrás.

Uma pena que nosso planeta tenha que depender de seres como nós, humanos, para bem viver no Universo.

Sabão de cinzas (22-04-2013 14:13 segunda-feira)

E aí eu fui pra cidade vizinha, 10 km de distância aqui no sítio.
Fui curtindo a paisagem, as montanhas lindas, os sítios, as casas que vão surgindo na beira dela ao longo dos anos, construídas às vezes sem documentação, sem licença da prefeitura. Na volta eu vi um carro da prefeitura mesmo, com o prefeito numa conversa com o pessoal de uma das casas. No fim, eu acho que estão todos envolvidos porque a construção saiu, tá lá, ninguém nunca falou nada. O cara que vendeu era amigo de uns e outros...algo assim. Como sempre, no interior isso é endêmico. Nas cidades grandes ainda procuram esconder, mas aqui não dá. Liguei para a prefeitura reclamando de um trator abrindo espaço no meio de árvores. E enquanto falávamos com o ajudante do prefeito, percebemos que o trator era da própria prefeitura que hora falava conosco pelo telefone. Eles mesmos estavam derrubando árvores para o amigo, dono do sítio, entende?? Eu não consigo acreditar, ás vezes, nas coisas que eu vejo.

Digressão a parte, lá fui eu para a cidade vizinha. Fui comprar material de limpeza básica aqui da casa. Entre os itens da lista pequena, eu destaco a soda cáustica, sumida do mercado. Fui comprar na casa de ração. Hoje é dia de fazer sabão, pois as garrafas de óleo precisam sair do chão, sabe?? estão lá, perturbando a harmonia do lar. O sabão já esta acabando, então a soda hoje vai queimar na água..rs. Tenho que tomar cuidado para os gatinhos não respirarem a fumaça que sobe da reação química. Não quero nenhum gatinho morto por asfixia.
Comentei com minha ajudante, dona Francisca, sobre a qualidade da nova soda. Eu sou uma principiante neste processo todo alquímico de transformar óleo em sabão limpo. Fiquei receosa de estragar todo o óleo acumulado e estocado, só porque comprei a soda errada, sabe?? Aí ela comentou de vizinhos que, neste final de semana, estiveram com ela numa comemoração religiosa, que agora eu não lembro mais qual foi. Os vizinhos, idosos de mais de 80 anos, comentaram com ela que nunca haviam usado shampoo. Lavam suas cabeças com sabão feito de cinzas de fogão a lenha, de certo na água aquecida pelo mesmo fogão, o que é incrível. Ainda se encontra gente que não usa coisa moderna. E ainda mais uma coisa: como os parentes sabem dessa forma de higiene, providenciam as cinzas para o feitio do dito sabão, porque o sabão de cinzas precisa de grande quantidade delas para ficar "bão" de verdade. Milagre. Se recusam a comprar esses potes coloridos de sabão para cabeça. Primeiro porque são muito pobres e depois porque o costume faz com que neguem a modernidade. Mesmo com parentes comprando, eles se recusam a usar. Para que mudar agora se a vida toda foi lavado com sabão de cinzas??

2013 é um ano de mudanças.
Não é muito aconselhável bater de frente com Saturno neste ano, né??
Se é pra mudar, vamos lá... mudanças fortes, regidas pelo engolidor de filhos...pelo Tempo!!


Coisas da Roça - (12-04-2013 07:35 am Sexta-feira)

Coisas da roça....

Hoje acordei com o sol nascendo lá na paisagem cheia de nuvens brancas...
Levantei porque o som dos bichos andando pelo forro me deu nos nervos... não saber, ao certo, que raio de bicho é esse, que corre pelo forro do telhado com uma desenvoltura enlouquecedora, por toda parte vejo as fregolinhas no chão... farelos de um pó esquisito....aiiii..o que eles estarão roendo???

Os cães estão lá na porta de entrada, abanando os rabos. Lindos e danados, estes cães!! Tenho um medo enorme que eles saiam correndo atrás de animais desavisados e calmos, pela estrada afora, como já vi fazerem algumas vezes..é uma loucura acompanhar a forma como estes animais se comunicam. Muito violento para meu gosto. Mas, como o povo aqui na roça gosta de dizer: "- Eles se entendem!".

Mas...os cavalos do vizinho estão soltos pela estrada de terra, como se o mundo fosse o quintal do vizinho, sabe?? Ele deixa tudo aberto, porteira, portão...e os cavalos, vacas, porcos e demais itens que não devem faltar numa boa fazendinha, andam soltos pela estrada, e meus cães correm atrás, mordendo patas...

Mas o dia promete ficar lindo, com todas estas nuvens brancas pelo chão. Fog londrino em plena roça.

Hoje estou feliz porque minha ajudante, Dona Francisca, vai poder lavar tudo com água que está vindo lá da vizinha, Stellinha. Graças a Deus, tudo acabou bem. Digo tudo me referindo á novela da Heleninha e seu Joãozinho. Acho que já devo ter contando deles...impossível não tê-lo feito. Mas, como disse alhures, se disse, conto de novo: quando eu vim pra roça, não conhecia ninguém, não sabia de brigas de família nem nada disso, estávamos construindo uma casa, e ficamos sem água, líquido tão preciso, porque Heleninha e seu Joãozinho não gostavam no moço que fazia minha casa. Por causa da briga entre eles, fiquei sem água,  e isso eu não vou perdoar na Heleninha e seu Joãozinho, que vieram avisar, orgulhosos, nojentos, ainda abanando o canivete nas mãos, que não tínhamos mais água... Falaram rindo da nossa cara espantada por nos vermos no meio de uma enorme confusão familiar, gaiatos. Agora dizem que ela é legal... NÃO FOI PARA MIM, então... fico eu com minha impressão deles, tão real quanto a outra.

Mas a vida dá voltas, com certeza que dá. e A Heleninha e seu Joãozinho venderam a casa deles para a Stellinha, que, de forma diferente, assim que nos viu na rua, gritou que agora teríamos água... e assim dito, assim feito. "Seu Dito" veio puxar o cano, trazer a água até a caixa vazia. Do jeito da roça, único jeito conhecido por aqui: apesar da nossa pressa, "Seu Dito" demorou para vir fazer o serviço... foi plantar milho...rs!! Tudo bem...esperar o plantio do milho, para quem já esperou 8 anos, vai bem!!

Depois do milho plantado, a água jorrou na roça. Finalmente.

E os dias vão passando, um depois do outro, cada um diferente do anterior, embora igual em muitos pontos.

Cidade continua cidade, e roça continua roça.

Não quero mais cidade. Meu pai morreu. Minha irmã agora é livre para nos visitar... e nós não iremos mais á city com tanta frequência. Não há mais tanta urgência. Roça na veia, agora e cada vez mais.

Vou sair do computador... hoje tenho sabão para fazer...Coisas da roça...

Léozito (09-04-2013 11:08 terça-feira)

Léozito

Domingo, dia 07 de abril de 2013, o corpo de meu pai foi cremado. Acompanhar o desenlace deste querido companheiro de vida foi uma honra. E outra honra sem tamanho é ser irmã da Paula. Só tenho a agradecer. Foi tudo lindo. Mesmo o sofrimento dele foi amenizado, por tantos sentimentos (merecidos) de carinho que vieram de toda parte, por tanto respeito dos enfermeiros, que cuidaram dele como se meu pai fosse o pai de todos. Suas cinzas será jogadas aqui no sítio, completando o ciclo natural da vida. Sinto-me privilegiada pelo Universo, pela Vida.

Até breve!!

Connect (30-03-2013 11:08)

 


Tô trabalhando aqui!!!!!



Sem medo de falar em deficiências físicas (19-03-2013 terça-feira 12:47)

 

Sem medo de falar em deficiências físicas

Metade de mim é holandesa, por causa de meu pai, que veio para o Brasil aos 19 anos de idade, depois de dias em um navio cheio de imigrantes de várias partes do mundo. Os espanhóis, italianos e portugueses ficavam no porão do navio e, segundo meu pai, sempre brigavam entre si, sempre barulhentos. Os franceses, holandeses e ingleses ficavam nos primeiros andares do navio, embora fossem tão pobres quanto os outros, lá no porão.

Preconceito puro contra os imigrantes "menos nobres" da Europa. Um absurdo, não é??
Somos seres preconceituosos, isso eu não tenho dúvida.

Temos preconceito contra doenças, também. Tratamos de forma diferente os que não são parecidos, não conseguimos olhar nos olhos, nos sentimos mal, meio que envergonhados por termos que olhar, falar...
Me lembro de quando eu precisei andar com cadeiras de rodas, num evento público. Era a feira do livro, aqui em Sampa, que, de dois em dois anos, me enchiam de prazer. Lembro que quando eu ia nestes eventos do livro, eu saía com uma sacola cheia deles, comprados com enorme satisfação, não importasse preço, ou tamanho. Eu saia feliz com meses programados para a leitura e degustação de cada um deles.
Mas numa cadeira de rodas, eu senti a enorme dificuldade de andar elas standes, pelos tablados armados para receber milhares de pessoas "normais", sem rampas de acesso. Hoje tem, mas na minha época, não tinha nenhuma rampa..Era uma enorme dificuldade andar pela feira. E as pessoas ficavam com dó de mim, me olhavam rapidamente, algumas de canto do olho, e assim eu recebi dezenas de revistas, de pessoas que vinham de todos os lados, dizendo "querida, você ai, numa cadeira, fique com estas revistas"...e meu colo ficou lotado delas, quase numa torre titubeante de papel e informação.

Temos medo de pronunciar certos nomes de doenças, como câncer, AIDS, e assim vamos tampando com a peneira coisas que são comuns e podem acontecer com qualquer um.

Tive um amigo anão. Paulo era forte, tinha um sorriso lindo e uma simpatia de fazer inveja. Dentes brancos, riso franco. Mas era anão. Isso quer dizer que ele tinha uma anomalia genética, um defeito que proporcionava a pequeno tamanho físico, com membros deformados: pernas tortas, braços tortos, mãos pequenas, coisas assim. É ruim? é. Nenhum anão gosta de ser anão. Mas reconhecer que se é anão, e que nanismo é uma anomalia genética NÃO TEM PROBLEMA NENHUM.
Não é xingar alguém...

Minha mãe teve câncer. Morreu por causa do fígado destruído pela doença.
Mas ela tinha CÂNCER, ela sabia e falava nisso sem preconceito. Não havia tempo para melindres, para palavras sussurradas. Era falado, claramente.

Meu amigo era assumidamente, um anão. Eu era jovem, menina mesmo, e foi a primeira vez que eu via uma pessoa assumir uma anomalia óbvia, que não se esconde enm se impede de ser visto pelos outros. Está lá, óbvio e não pode ser negado. Tem NOME: NANISMO. é uma doença, uma anomalia.
E Paulo era maravilhoso. Ele sabia como mostrar bem a diferença entre o ser atrás do corpo e o corpo, na frente do ser. Inseparáveis enquanto vivos, mas um era uma anomalia, e o outro era a luz, a felicidade, a energia positiva de uma alma forte e gigante em amor.

Não podemos confundir doença e doente. Um se cura ou mata, o outro é luz, embora enfraquecida pela dor.

Não xingo a memória de meu querido amigo se eu digo a ele que ele era anão. Aliás, ele "estava" anão.
Agora ele está livre de corpos, livre no espírito.

Uma frase dele que eu não esqueço é que as doenças da alma não são vistas e, portanto, não são consideradas devidamente. E são as únicas deficiências que devemos, de todas as formas, olhar e combater.

As físicas se aprende com o tempo a lidar com elas.

Aprendi com ele a não temer o físico.
A não confundir as coisas.

Somos luz.
Luz.

Já faz tempo.... (14-03-2013 21:25)

 

Já faz tempo....

Então gente...faz tempo, né??
Mas eu não deixo a roça verde aqui da internet "crescê" o mato..venho aqui e roço tudo, pra ver a grama baixinha, verdinha e cheirosa.

Aqui na roça vai tudo como Deus quer.

Chovendo, chovendo e chovendo.


Queimando coisas com raios..demorando para resolver os problemas...não tem gente para fazer o trabalho...muito tempo com as coisas queimadas..luta para conseguir gente..resolvem o problema...chove de novo...sabe??

Queimou a internet e o telefone, para variar.
Verão não tem jeito. Queima mesmo.
Eu tirei o aparelho da televisão via satélite da tomada...fiz mal porque desde o carnaval que eu não tenho televisão.. não que eu sinta falta...jornal só coisa ruim. Entrevista, filme..tudo isso eu vejo na net.
Mas ai eu perdi a net também...
E para arrumar a net, além de marcar com o povo do conserto, ainda preciso tirar as vespas do tampo da chaminé, onde esta encostada a antena da net via rádio.

Mas a estória das vespinhas começa numa sexta sem tv e sem net... um cheiro ruim na sala, na cozinha (que é ligada na sala)..um cheiro muito ruim...de onde vinha?? fui cheirar , cheirar, até achar.
Vinha da lareira, lá do chão se via um pó grosso, preto e fedorento.
Nossa!! Pensei. Deve ter algum bicho fazendo cocô lá de cima..mas como pode isso??
Pensei: vou acender a lareira e ver no que dá..o bicho vai voar se for pássaro, vai correr se for roedor, vai voar se for morcego.
Assim pensando, assim feito.
Corri a pôr lenha na lareira e tacar fogo.
No começo os estalos foram poucos, mas depois parecia pipoca: aquele monte de vespa caindo na fogueira forte de fogo, caindo e estalando, e enchendo o fundo da lareira de uma camada de uns 2 cm de vespa frita...fundo que foi aumentando.
A casa encheu de fumaça, porque ao cair tanta vespa, apagou o fogo..corri a acender mais, com querosene...fumaça e fogo é muito bom, dizem.
E lá fui eu, no meio da fumaça e do monte de vespa frita, fazer mais fogo.
Levei uma picada na nunca, outra na perna e uma no braço.

Numa hora de grande sabedoria, lembrei do mato cortado há dias, acumulado debaixo da árvore florida. Este monte de mato cortado estava molhado por causa da chuva e seria estupendo usá-lo para levantar fumaça. Fizemos isso. Fogo forte, mato cortado e molhado, aos poucos foram levantando muita fumaça e espantando por fim as vespas.

O técnico ainda reclamou do perigo em trocar fios e aparelhos lá no alto, ao lado de vespas tão perigosas... Não eram perigosas e já tinham ido embora...as 6 que ficaram de plantão não estavam muito a fins de conversa, mas foram devidamente fulminadas por 3 tubos de SPB, contra os insetos, somente contra os insetos...

E pronto.
Internet novamente
Telefone novamente
Sem televisão (ainda)
Sem vespas
Com chuva
Com atualização no blog..obaaaaaaaaaa!

Saudades de Elvis e Madonna (21-fev-2013 quinta-feira 13:08)

 

Saudades de Elvis e Madonna

Sabe, eu não sou de ferro.
Aliás, ultimamente, tenho visto quão de carne e osso meu corpo é feito. Carne, vocês já sabem, se fica fora da geladeira, estraga. Depois dos 45, acho que saímos um pouco do "estado de geladeira" que o próprio corpo instala, e o relógio interno dispara, sacou??

Então, de vez em quando, eu choro. Choro de dó de mim.
Choro de raiva por não conseguir ser mais a adolescente que eu era.

De vez em quando, eu caio.

Mas acho que é assim com todo mundo. Aí, eu levanto. Sacudo a poeira.
Sigo.
Não me arrependo.

Neste estado de ânimo, as coisas ficam piores, né??
Saí alguns dias de casa...deixei meu sítio às moscas. Pelo menos, na minha humilde opinião, se eu não estou cuidando, do meu jeito, então o sítio está as moscas.

Meu cão Melão estava cheio de bernes, naquele pelo curto...
Coíca também estava com bernes, mas menos.
Meus gatinhos estavam magros.

E....
E...
as araras, gente, haviam se mudado.
Não havia mais Elvis e Madonna dormindo no forro do telhado.




Fui atrás do mistério, querendo saber o motivo pelo qual o casal havia partido.
E eu descobri.
Descobri pelas pistas deixadas pelos estranhos bichos que andam pelo forro da casa...uns pequenos cocôs na pia do banheiro. Ruídos finos como unhas andando pelo forro, em toda parte dele... Respostas de outros pequeninos animais, como numa conversa noturna, lá em cima da minha cama, separados apenas por uma fina camada de madeira.

RATOS.
Meu forro esta cheio de ratos...

E agora eu me vejo numa situação difícil. Se jogo veneno, os bichos morrem lá, deixando o cheiro da morte por toda parte.
Se o veneno cair, corro o risco de ter outros animais envenenados.

Mas vou ter que resolver isso.

Pena que os alados verdes e barulhentos se foram.
Que pena.

Saudades de Elvis e Madonna

Arda e suas maravilhas (05-fev-2013 23:12)

  1. Argonath
De longe, para mim, a maior das maravilhas.


O Portão dos Reis (Isildur e Anárion, os dois filhos de Elendil), situava-se nas duas margens do rio Anduin, que depois de sua passagem se alargava, formando o rio Nem Hithoel e foi construída no reinado de Romendacil II, por volta de 1248 da Terceira Era,


As Argonath olhavam para o norte com expressão sombria, marcando a fronteira norte de Gondor, como que avisando que não era permitida a passagem para sul sem autorização, com os braços esquerdos erguidos e palmas estendidas, um machado na mão direita, encostado ao peito, elmo e coroa na cabeça imponente.



2. As Torres Brancas:



Na localização do mapa, as Torres Brancas ficam distantes do mar, como diz o mapa, pois se situam nas Colinas das Torres, a oeste do Condado, perto dos Portos Cinzentos.

Gil-Galad, depois da fundação do Reino de Arnor, mandou os Elfos de Lindon construírem as torres em homenagem a Elendil.
Na mais alta, Elostirion, Elendil guardou uma das sete palantiri, trazida de Númenor.

A imagem que mais chega perto:

As torres brancas | O Senhor Dos Anéis & O Hobbit Amino


3. Os Portos Cinzentos

Mithlond, como era chamada pelos Elfos, era uma cidade portuária, fundada  pelos Elfos no primeiro ano da Segunda Era (depois de Beleriand submergir na Guerra da Ira), se tornando o principal porto dos elfos na costa noroeste da Terra Média, no Golfo de Lune.
O acesso por terra se dava pela Grande Estrada Leste, desde Valfenda até Eriador


Círdan, o Construtor de navios, era o Senhor dos Portos.


Algumas das maravilhas da Terra (04-fev-2013 18:55)

Algumas das maravilhas da Terra

Estas são algumas das maravilhas do Planeta Terra, que não foram feitas por terráqueos... é o que dizem por aí..


http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=6389083140603617826&postID=1517892753749046967

E quer saber de uma coisa?? Eu CONCORDO em alguns dos casos..a pedra da Gávea vai me perdoar, mas et's?? Na pedra da Gávea?? Fazendo o quê, meudeus?? rsrsrs

as sete "antigas" são estas:

Pirâmides
Jardins suspensos da Babilônia

Templo de Zeus em Olímpia
Templo de Ártemis em Éfeso
Mausoléu de Halicarnasso
colosso de Rodes
o farol de Alexandria

:D

as novas são



As Muralhas da China
Pirâmide de Chichen Iztá, México
Ruínas de Petra, na Jordânia
Taj Mahal, Índia
O Cristo Redentor, Brasil
Coliseu, Roma
Machu Picchú, Peru.

A roça e as coisas .... (21-01-2013 21:09)

 

A roça e as coisas ....

Fui pro sul no final de janeiro.
Sair da roça é difícil, porque eu já me acostumei com tudo aquilo.
Sair da roça é bom..abre a cabeça, se vê novas pessoas, se vê as antigas, não fica com a chateação de amigos dizendo que eu deveria sair mais, sair da toca.
Aí eu fui.
Fui animada, para não dar pano para a manga:sem o humor correto, não tem como dar certo.
Viajei.
Vi outras matas, outras casas.
Mas, quando eu voltei, foi como se um vórtex tivesse aberto suas portas misteriosas, e eu tivesse caído no paraíso, por descuido, nalguma esquina dos caminhos andados.
Não é apego. É não ser cega.
Não é chatice. É não ser burra.
Não é falta de amor aos outros. É me amar e respeitar.

Voltar para a mata, os pássaros já conhecidos...gente...cheguei, fui tomar banho pois estava super cansada e suada de dirigir tantas horas...no banho, pela janela, vi o tucano pousar na árvore da frente da casa, e olhar para mim com o bico amarelo e laranja meio de lado, rosto meio torcido para ver melhor aquele bicho estranho com aquela água toda caindo por cima..ficou alí um tempo, enquanto eu não me mexia para não afastar.

Voou embora e me deixou estasiada, ali com a água quentinha, que veio da mina, caindo reparadora nas minhas costas.
De noite, o silêncio, que nunca é e nunca será absoluto. Na mata, tem muito som. Muita coisa acontecendo num metro quadrado. É que alguns sons não se ouvem sem os olhos, como o arrastar das folhas nas costas de valentes formigas, ou o bater suave de aves noturnas. O som do rio sobe forte, marcante, parecendo mar verde na roça.

Sem luz da cidade, a noite é breu, o céu é carnaval de alegorias brilhantes e cheias de estórias para contar. Interessante como os homens da cidade estão sempre puxando uma tomada, para colocar uma luz, estão sempre pedindo luz para ver melhor, para que a noite seja tão luminosa quanto o dia, por causa dos mais variados motivos, o maior deles a segurança, o medo de andar nas ruas, de noite, e ser surpreendida por um bandido, coisa comum nas cidades grandes.
Perdeu-se a alegria natural da noite chegar, e do escuro mostrar ao corpo que já é hora de recolher-se, deitar-se numa cama e dormir, deixando ao corpo a tarefa de se recuperar do dia, e soltar alguns hormônios noturnos para que o dia seguinte seja bom.
Dormir não é mais o momento sagrado de descanso, mas o momento obrigatório que se tem entre dois dias. Dorme-se tarde, acorda-se cedo, e ao dormir, é tudo claro. Tem luzes por toda parte na cidade...luzes vendendo, luzes comprando, luzes mandando parar ou seguir, luzes que apitam e giram, luzes e mais luzes...

Na roça, a noite vem inteira, carregada de seus mais puros e naturais significados.... não há interferência do mundo moderno, nos dando alerta por causa de bandidos...nosso alerta é tomar cuidado com os seres noturnos da mata, para não assustar, para não pisar por engano, para não ser pego de surpresa por lobos...mas é outro tipo de medo.

Estamos perdendo tudo por causa das coisas que acumulamos..
Estamos perdendo a naturalidade da vida porque queremos acumular celulares, móveis, televisores, ares condicionados, carros, camisas e tênis, relógios...na roça não tem hambúrguer de marca, nem nada destas coisas...

Lembrei do Arnaldo Antunes, em COISAS:

"As coisas tem peso, massa, volume, tamanho, tempo, forma, cor, posição, textura, duração, densidade, cheiro, valor, consistência, profundidade, contorno, temperatura, função, aparência, preço, destino, idade, sentido. As Coisas não tem paz".

Buzinaço do Feriadão de Nossa Senhora Aparecida de 2013 (22/10/2013 15:59 terça-feira)

Podia ser capa de revista importante. Daquelas que tem duplo sentido, ás vezes três ou mais. É, porque teve buzinaço. Uma fila de ca...